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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O que acontece andes do choro.

Para uma noite de sábado, ela chegou em casa mais cedo que de costume. Abriu a porta do seu quarto, aquele com a mesma decoração de quando tinha 8 anos. Se surpreendeu com a própria imagem refletida no espelho. Aproximou-se até conseguir enxergar perfeitamente cada traço de suas pupilas, e ficou se olhando durante um longo tempo. Parecia que ela tentava desvendar um grande mistério. E uma pergunta martelou em sua cabeça.

- Porque meus olhos estão assim... desolados?

Quando finalmente conseguiu se desprender do transe em que havia estado, sensações desconfortantes tomaram conta de seu corpo. Sentiu a respiração falhar, o coração desregulou o compasso e suas pernas perderam o equilíbrio por completo. Ela não podia fazer mais nada, a não ser, deixar seu corpo cair abruptamente em sua cama. Caiu feito manga madura que cai na grama, pronta pra ser devorada.

Deitada, ela sentiu seu peito se contorcer feito músculo com cãimbra. Era como se o seu peito fosse prensado em ferro quente, igual ao que fazemos com pão de forma. Quem fosse perspicaz, perceberia que o franzido em sua testa, antecipava a tempestade que, segundos depois, desabariam dos seus lindos olhos tristes.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Enquanto acende um cigarro

Aqui tudo muda o tempo todo.
Cadê o tempo pra se acostumar com a novidade? Será que existe essa possibilidade?
Aqui não.
Com o que você está acostumada?
Com meu all star, minha unha que cisma em quebrar e cenoura ralada.
E como é viver assim?
Assim como?
Assim... tendo que se encontrar o tempo todo. Nunca sabe o que vai vir, já que todo dia é uma novidade.
Acabei de perceber uma coisa.
Fala
Você tá mais perdido do que eu.
Tô? Você é muito louca...
Nem um pouco, estou em plena sanidade mental.
Tá, então me fala o que vai ser da sua vida daqui um ano.
Um ano é muita coisa... impossível dizer.
Tá... 6 meses
Posso lhe dizer apenas a curto prazo. 2 meses tá bom?
Vai
dinheiro, copacabana e acordar cedo.
Entendi.



Quer saber de uma coisa?
fala
tenho um plano pra vida também.
Interessante, qual é?
Liberdade.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

se lhe for conveniente...

amizade por conveniência
amor por conveniência
paz por conveniência


podia vender, no mercado da esquina, um tipo de spray anti-genteconveniente.
Com o slogan: Deixe a sua máscara, guardada em casa, para o próximo carnaval.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Relatório do dia

quando eu escrevo alguma coisa aqui, não é de minha vontade desagradar, ser estúpida, grosseira ou romântica. o que coloco nesse pequeno espacinho que tenho pra divagar não é racionalizado. é vivenciado. experimentado. Quase uma exorcização. Quando é posto pra fora, não me pertence mais. Não faz mais parte de mim. Amputei um membro ao relatar. Posso resgatar a sensação que me impulsionou a escrever, mas normalmente há sempre uma nova interpretação. uma nova digestão. Esse espaço que ostento vai além do que você cisma em acreditar. Você não precisa se magoar com a sobra. Aqui coloco a sobra do meu dia. Não quero magoar, decepcionar ou alegrar ninguém com isso. Juro. sei que você acretida. sei que você sabe do que eu to falando. A vida é bem mais do que conseguimos enxergar.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

quando é amor

Amor verdadeiro só se for o meu e o seu, o nosso. Porque o resto é brincadeira de criança, que sem ter o que fazer, resolve tentar amar. que se apega, que se desespera, que se atropela.
O nosso é assim, amor com 4 letras, 2 vogais e 2 consoantes. Assim que se depara reconhece, e não podendo ser partilhado tenta fugir.. mas não consegue.
É só olhar que o coração dispara, se transformando em bateria vencedora no carnaval da Sapucaí.
O que existe depois do nosso desmedido amor, é alguma coisa que podemos chamar de carinho, compaixão, desejo, compatibilidade. Uma vontade tamanha de se aproximar do que conseguimos em instantes.
Quando se depara com o amor a gente suspira. o peito chora. a boca saliva. as pernas estremecem. as mãos suam. os olhos não piscam.
Quando é amor pode-se tentar fugir. se esconder. se esquivar. interromper.
Tenta-se muito em vão. O amor sempre é correspondido. Sempre. Mesmo que o universo conspire contra ou a favor, não importa.
O sentimento não para. não congela. não se espatifa. não se destrói. não se modifica. não se substitui.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

matemática

Simples + Felicidade = Simplicidade

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Wikipédia II

Permitam-se

Para ocorrer o amor, não importando os níveis: se social, afetivo, paternal ou maternal, fraternal - que é o amor entre irmãos e companheiros - deve obrigatoriamente ser permitido. O que significa ser amor permitido? Bem, de fato quase nunca pensa-se sobre isso porque passa tão despercebido que atribui-se a um comportamento natural do ser humano ou de outros seres vivos. Mas não, a permissão aqui referida toma-se por base um sentimento de reciprocidade capaz de dar início e alargar as relações de afetividade entre duas ou mais pessoas ou seres que estão em contato e que por ventura vêm a nutrir um sentimento de afeição ou amor entre si.
A permissão ocorre em um nível de aceitação natural, mental ou físico, no qual o ser dá abertura ao outro sem que sejam necessárias quaisquer obrigações ou atitudes desmeritórias ou confusas de nenhuma das partes. A liberdade de amar, quando o sentimento preenche de alguma forma a alma e o corpo e não somente por alguns minutos, dias ou meses, mas por muitos anos, quiçá eternamente enquanto dure e mais nas lembranças e memórias.
Por que você me ama? Porque você permitiu. Essa frase remete ao mais simples mecanismo de reciprocidade e lealdade, se um pergunta ao outro a razão de seu sentimento de amor em direção a ele, a resposta só poderia ser essa. A razão do sentimento de amor em direção à outra pessoa recaí na própria pessoa amada, que em seus gestos, palavras, pensamentos e ações conferiu permissão a que a outra pessoa ou ser - podendo até ser um animal de estimação - o dedicasse aquele sentimento de amor.
O amor pode ser entendido de diferentes formas, e tomado por certo conquanto é um sentimento, dessa forma é abstrato, sem forma, sem cor, sem tamanho ou textura. Mas é por si só: O sentimento em excelência; o que quer dizer que é o sentimento primário e inicial de todo e cada ser humano, animal ou qualquer outro ser dotado de sentimentos e capacidade de raciocínio natural.
Todos carecem de amor e querem reconhecer esse sentimento em si e nos outros, não importando idade ou sexo. O amor é vital para nossas vidas como o ar, e é notoriamente reconhecido que sem amor a criatura não sobrevive conquanto o amor equilibra e traz a paz de espírito quando é necessário.

Wikipédia I

passado?

Diz-se do evento que não mais ocorre ou da coisa que não mais existe
Diz-se do que está fora de moda ou caiu em desuso.
Diz-se das frutas que, devido ao tempo decorrido, não estão mais apropriadas para o consumo.

presente?

Algo que é dado. dádiva.

futuro?

É o intervalo de tempo que se inicia após o presente e não tem um fim definido.

Referente a algo que irá acontecer.
O futuro é o estado utilizado na mecânica clássica para dizer algo que está por vir.

Que ainda não aconteceu (mas vai).
Na mecânica quântica já não existe a figura de futuro, pois esta atua de forma atemporal.

tempo?

Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairos. Enquanto o primeiro refere-se ao tempo cronológico (ou sequencial) que pode ser medido, esse último significa "o momento certo" ou "oportuno": um momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece. Em teologia descreve a forma qualitativa do tempo (o "tempo de Deus"), enquanto chronos é de natureza quantitativa (o "tempo dos homens").

Pode-se dizer que um acontecimento ocorre depois de outro acontecimento. Além disso, pode-se medir o quanto um acontecimento ocorre depois de outro. Esta resposta relativa ao quanto é a quantidade de tempo entre estes dois acontecimentos. A separação dos dois acontecimentos é um intervalo; a quantidade desse intervalo é a duração.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Adenda

Meu sexo é
QUEM
Meu amor é
QUANDO

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Trraá Troc Trerrtroc

Estava hoje pensando e acabei dormindo. Pensando não sei bem o que mas o cansaço foi mais rápido que o meu pensamento que sempre vai até o extremo sul e volta ,ou não volta, muitas vezes se perde. Gosto de me perceber em outras realidades, por exemplo, essa que atualmente me encontro nunca havia antes experimentado. Sei que todo dia é uma nova realidade, pelo menos para as pessoas de alma livre. Estou vivendo uma tensão nunca antes passada, alma nunca antes lavada, amor nunca antes negado, verdade nunca antes alimentada, realidade nunca antes desejada. Prazer de ser o que sonho, porque sonho e vivo no mesmo plano. É difícil compreender tal delicadeza, se já se perdeu ao tentar entender, então aproveite e durma pra sonhar. Sonhos são sempre divinos, e você normalmente não precisa entendê-los. Acorda com a sensação do que foi e já basta. Tem gente que lembra dos detalhes mais precisos e há quem diga que não sonha nunca. Sonhos coloridos são uns dos meus prediletos. Gosto de sonhar com rostos de pessoas que nunca vi na vida, ou então pessoas que tenham a energia de uma que conhecemos mas que aparência é de outra. Fusão de energias entre pessoas desconhecidas. Mundo amplo esse dos sonhos. Tenho pensado demais. Cada volta que dou no meu pescoço ele estala grosso e forte. Trraá Troc Trerrtroc. Amanhã tente recordar da sua viagem no mundinho particular dos seus sonhos. Preciosidade só sua. Trrrrrrrrraá! Hummmmm. Esse relaxou totalmente. Vá lá e volte pra depois ir além e voltar novamente com a leveza de quem ainda não acordou e flutua.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Coisas que

Coisas que não me esqueço.
Coisas que já esqueci.
Coisas que quero lembrar.
Coisas que não valem mais a pena.
Coisas que perdi por descaso.
Coisas que perdi no embalo.
Coisas que ganhei ao perder-me.
Coisas que encontrei ao perder-te.
Coisas que são mais que coisas.
Coisas que vem ao meu encontro.
Coisas que procuro.
Coisas que não me pertencem mais.
Coisas das quais nunca pertenci.
Coisas que não existem.
Coisas que coexistem.
Coisas que ainda não vejo.
Coisas que não pude dar.
Coisas que me escaparam.
Coisas que nunca existiram.
Coisas que sempre existiram.
Coisas que nunca param de ser.
Coisas que quero ter.
Coisas que posso vê.
Coisas que sinto ao saber.
Coisas que pego por me pertencer.
Coisas das quais espero viver.

domingo, 19 de julho de 2009

Confiança é a base do negócio

Ela - Quanto você confia em mim?
Ele - O suficiente pra deixar você me fazer não confiar mais.
Ela - Ops

sábado, 18 de julho de 2009

Limpeza Da Alma.

Oi? Ahh to bem. É tão bom acordar bem, levantar bem e seguir bem, não é? Batimentos cardíacos normais. Pressão? não há pressão, há tranquilidade.. ahh tu ta falando da saúde.. sim.. normal.
Que venha a calmaria e que dessa vez permaneça. Dores que remédio não sabe curar, nunca mais! - por hoje. o meu corpo já expeliu pelos poros as essências imagéticas que me torturavam. Vejo o quintal pela primeira vez sendo cuidado do jeito que merece. Todas as quinquilharias repletas de ácaros e bactérias foram exterminadas, o talo minúsculo da árvore que não cresceu joguei fora com as folhas secas que caíram da árvore do vizinho feliz. Agora to respirando melhor ,consequentemente, estou dormindo sem o auxílio de entorpecentes ,consequentemente, a minha aparência física está reluzente. Ainda falta a última grande faxina que ta marcada pro início da semana.
Por enquanto continuo com os medicamentos, com a dieta e a vida, vivendo bem. E dessa vez melhor. Muito bem melhor. Obrigada.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

As vezes é preciso despertar

Acostumada a não se importar com nada vai andando pelos caminhos mais perigosos sem saber ao menos onde acontece algo que pode mudar a sua vida. Sabe que as coisas mudam.. as coisas andam sem precisar da nossa aprovação ou compreensão. Andava demais no escuro, no desconhecido, no onde nunca pôde imaginar ou não quis. Imaginava o que podia ser quando já o tinha e imaginava que podia ter imaginado não querer. Gostava do divertido encontro com o que ainda nem sonhara em imaginar. E sempre teve dificuldade em distinguir o que do quê. Até que levou uma pedrada na cabeça dura de vento que sopra pra longe os pensamentos. Até que viu que sonho é sonho e realidade é realidade. Até que despertou pra esse mundo sujo. Tomara que não tenha acordado tarde demais porque ela pretende sonhar mais um pouco.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

AHHHH O AMOR!

Quando ela era criança costumava colecionar frases e versos de desconhecidos, porém sábios! Quando ela era criança brincava com tudo, a vida era pura brincadeira, desenho animado e chocolate. Ela costumava colecionar versos sobre o amor. Quando ela era adolescente deu o seu primeiro beijo, e continuava colecionando versos de amor. Tinha um que ela não gostava muito, mas mesmo assim ela escrevia nos diários anuais. "O amor é uma flor roxa, que só nasce no coração dos trouxas" ela achava de muito mau gosto, e realmente não compreendia como o amor podia despertar tais sentimentos pequenos e mesquinhos que levasse alguém a escrever tal frase. Ela amava pela primeira vez, ou pelo menos achava que aquilo que sentira era amor. Mas não se achava uma trouxa. Ela foi aprendendo que o sentimento do amor é mutável. Porque amava e desamava e passava e ia.. e amava mais cada vez mais.. AHHH O AMOR! Entrava e saia e brincava e achava que sentia tal sentimento amado e idolatrado e desejado e amando tudo e todos e deixando os amores amados de lado que não eram mais. De repetente, sem mais nem menos, ela percebe que cresceu, que amou amores falsos, amor de passageiro de ônibus, trem e metrô. Descobriu que amor não é assim tão fácil de se encontrar. Descobriu a dor da tranquilidade de não ter quem amar se não ela própria. Amor verdadeiro dela para com ela e .. calmaria no peito.

Ela costumava colecionar frases e versos de amor quando era menininha e não sabia o que era o amor.

Ela não coleciona mais frases no diário. Parou com isso faz um bom tempo.

Na calmaria algo aconteceu, ela realmente não esperava e não acreditava e não entendia e não queria entender. Ela foi de cabeça se jogou num sentimento que enlouqueceu e abalou toda e qualquer estrutura. Algo completamente diferente.. de um tamanho que não se pode medir.
Ela ainda se sente confusa demais abalada demais desestruturada demais.

passou um caminhão em cima do músculo fundamental e impulsionador das suas emoções. Ela tá esmagado e ainda bate confuso e desesperado implorando pra viver.

Ela não sabe bem o que é, mas agora entende o significado da frase que escrevia nas agendas anuais da infância colorida de balões de festa e com cheiro de algodão-doce. Ela compreende e não gosta disso. Não gosta mesmo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Aconteceu sem mais nem menos

Se perdeu e acabou meu anjo. Agora nada mais acontece. Nos perdemos nesse mundão. Aconteceu o que temíamos. Acabou sem antes começar, enfim.
A vida seguindo o seu rumo e nos empurra, nos força a seguir. A gente vai tentando não tropeçar com os puxões que ela dá. Nada resiste a distancia, nem aquele lindo sonho infantil de que poderia ser diferente algum dia, quem sabe? porque não? Aquele com gosto de Kinder bueno. Não resistimos. Fomos vencidos. Perdemos. Nos perdemos. O grão não foi devidamente regado como prometido. Alguém esqueceu que é preciso lutar pra vencer. Mas tudo bem meu amorzinho. Não há culpado. Não há remorso. Não há nem mais esperança. Que pena, meu bem. Que pena.

Deita aqui perto, assim de conchinha, ajeito antes o meu cabelo pra não te incomodar. daí encaixa as suas pernas nas minhas, isso, eu aperto a sua mão e seu abraço me aquece.
Ei, adoro quando você me dá essa cafungada no pescoço. Não esquece de jogar fora aquela coisa fedorenta que você cisma em colocar entre as pernas pra dormir. Você realmente nunca vai entender o que quero dizer. Tudo bem. ok. bjoca-oca.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Porque somos assim?

Era noite de sexta feira na Lapa, Rio de Janeiro, ela estava meio perdida e um pouco altinha por ter bebido mais do que o normal. Mas era sexta, então não se importava muito. Encontrou depois de anos, aproximadamente uns 8 anos, alguns amigos da pré-adolescência. Estava feliz em revê-los depois de tantos anos passados. Agora, pela primeira vez, bebia na presença deles. Mais que bebia, compartilhava a mesma bebedeira e também o primeiro maço de cigarro . Todos alegres, felizes e com sensação de redescobrimento da amizade antiga e preciosa.

Muitas gargalhadas, gritos, cigarros, fotos, fofocas, pinga, cigarros, raggae e cigarros.

Ela de repende escuta:

- Tia, compra um xicreti aê.

- Oi? ( bêbada e um pouco assustada)

- Me ajuda aê. por favor tia.

- Mas quantos anos você tem menino? ( doce e preocupada)

- Tenho 6.

- Mas já são 1:37 da madrugada. Você devia ta dormindo, meu Deus!

Ela repara o olhar do menino: duas jabuticabas pretas pedindo carinho e atenção. Ela acha que ainda existia uma esperança.. mas era esperança pisada e retorcida.

- Como você se chama?

- Ronald

- Você já comeu hoje, Ronald ?


Fez que não com a cabeça.

- O que você gostaria MUITO de comer agora? Fala que eu compro pra você. Quer um Hambúrguer bem gordão gostosão tudo de bão?

- Eu quero fofura, Tia.

- Oi? Fofura???!!!

- Anham!

Ela reparou que ele falava a verdade, porque enquanto mexia a cabeça pra cima e pra baixo, soltava um sorriso de orelha a orelha e os olhinhos de infância pisada e retorcida estavam resplandecentes.

- Uma fofura aqui pro meu amiguinho Ronald, por favor!

Ele pegou a fofura como se fosse a comida mais impossível e deliciosa. Ela entendeu a felicidade, pois ele era uma criança de 6 anos.. crianças desejam besteiras.

Ela teve que dobrar um pouco os joelhos quando deu um beijo carinhoso na careca do menino que parecia estar radiante por comer a sua tão sonhada fofura.

- Tchau. Vai com Deus Ronald. ( ou pelo menos tente ir, ela pensou.)

Ele se foi, não foi muito difícil ele se perder na multidão da Lapa. Ela agora não o via mais.

Um amigo, o da infância, de 8 anos atrás, bêbado e fumando um cigarro falou:

- Pronto fulana, agora você pode correr pro banheiro e lavar a boca.

Ela via risadas, mas não as ouviam. Ela teve nojo? Ela teve. Mas não sabe exatamente de quem.