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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mr. Nobody


Esse filme espetacular do Jaco van Dormael, ao meu ver, trata-se de possibilidades.

Um homem, Nemo Nobody de 120 anos, é o último mortal de uma era habitada apenas por seres imortais. Com sua mente fragilizada, tenta se lembrar de quem é, o que fez e as escolhas que foi obrigado a fazer em sua curta existência.
Esse filme é mágico e contagiante, pois mostra todas as possibilidades que o Nemo pôde e teve que optar em seguir. Desde o início da sua vida que, ainda criança, teve que decidir se ficaria com seu pai, ou se partiria com sua mãe logo que se separaram. E a constante necessidade de escolha ao longo da vida:
Qual, dentre as 3 meninas lindas do banco da praça, escolheria pra ser a mulher da sua vida?
"E se" é o verbo desse filme, se é que posso fazer essa concessão. "E se" eu escolhesse ficar com o meu pai? estaria "nesse tal" endereço? nessa profissão? com "essa tal" possibilidade de amor?
E o Jaco van Dormael brinca com essas possibilidades, ao passo que Nemo vai tentando se lembrar do que ele realmente viveu.
Sua mente frágil pela velhice, ou apenas por preferir não lembrar, nos envolve entre as amontoadas imagens ilusórias e reais que ele consegue formar. Não fica claro o que aconteceu em sua trajetória pela vida. A mente confunde tudo, troca a razão e o sentido. Ficam registradas as paixões que causou, os sonhos que experimentou e as emoções que se permitiu absorver.
E o resultado disso tudo, só poderia ser: Brilhante!
Eu amei. E você?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Esperança, Preciosa.


Resisti bastante até, finalmente, aceitar assistir ao filme. Preciosa - Uma História de Esperança. O filme relata a história de uma adolescente de 16 anos, negra, obesa, analfabeta, abusada e molestada sexualmente pelo seu pai desde os 3 anos, com quem teve um filho com deficiência mental e está grávida pela segunda vez. A sua mãe é o pior vilão que já vi em filmes, até agora. Não só por saber, ver e deixar o seu marido fazer isso com a menina, mas também por ser tão estúpida, grossa, ignorante, nojenta e desumana. Essas caracteristicas já bastariam como fator comovente aos espectadores do filme, porém o que fez esse filme ser tão visto e elogiado, foi, para mim, a visão minimalista e sensorial que o diretor Lee Daniels conseguiu transmitir nas imagens.. imagens fortes, bonitas e repugnantes. É um baita tapa na cara do espectador, tapa não, soco.. soco muito bem dado, ou então um coice... tem que ter estômago pra assistir.

Sabe o que aconteceu com esse filme? Eu acho que houve uma sobrecarga de desastre na vida da Preciosa Jones, tudo que podia acontecer de ruim com um ser humano aconteceu com ela.. é demais pra mim. Além dela ter os dois filhos do pai, a mãe monstro ainda retorna pra dizer a última bomba.. que o pai faleceu por estar com virus HIV. É... também achei desastre demais, mas se não fosse tão pesado assim, talvez não chegaria de forma impactante as pessoas que assistiram. Sei lá.. eu faria diferente.
A fotografia é genial. Preciosa. :)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Amo o Milos Forman, e nem sabia!


Jurava que o diretor de " Um Estranho no Ninho" era o Kubrick, jurava! Então, pesquisando no google, pude ver que estava completamente equivocada. O diretor desse filme espetacular é o Milos Forman. Ele ainda agrega ao seu currículo filmes que eu amo, e nem sabia que era dele. Agora consigo relacionar facilmente esses filmes. Delícia!

3 dos meus filmes prediletos dirigidos pelo Milos Forman
- Amadeus - 1984
- Hair - 1979
- Um Estranho no Ninho - 1975

Filmes que ainda não vi , e já são prioridade nas próximas sessões com pipoca, refri e Bru.
- Sombras de goya -2006
- O mundo de Andy - 1999 ( visto!)
- O Povo Contra Larry Flynt - 1996 (visto!)
- Valmont ( Uma história de Seduções) - 1989
- Na Época do Ragtime - 1981

*Bruno, se puder já ir baixando.. ;)

Quem ainda não assistiu, está perdendo uma ótima oportunidade de enxergar certas situações com o olhar desse gênio. Não perca essa oportunidade.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

An Education


Quem ainda não assistiu "Educação", um dos filmes indicados ao oscar, sugiro que não perca essa oportunidade. O texto escrito por Nick Hornby ,baseado nas memórias da jornalista britânica Lynn Barber, é brilhantemente sensível e direto. O elenco faz o filme ser tão delicioso. E a atriz principal, quem é essa mulher de 24 anos que faz tão perfeitamente essa menina de 16 anos? Carey Mulligan - atriz britânica, já recebeu 9 prêmios pela sua interpretação nesse filme e concorre ao oscar ao lado de atrizes veteranas, como a Meryl Strip e Sandra Bullock. Garotinha danada essa britânica. Ainda dei uma olhadinha no google e descobri que ela já está envolvida em 6 pré-produções de longas nesse ano( 2010) Acho que por um tempo vamos ouvir e ver muito sobre essa atriz maravilhosa.

Estou maravilhada com esse filme. Típica história de cinderela. Se passa na década de 60, mas é tão pop que poderia estar acontecendo hoje em dia. Quem nunca se apaixonou por um homem mais velho, maduro e cheio de lábia te apresentando uma vida cheia de mordomias? Devo confessar que eu nunca passei por isso, mas amigas próximas sim. Sei algumas histórias.

Quer se divertir e se deliciar com atores bons? não perca tempo. Larga essa vida de ver novela com texto péssimo de novelinha mexicana e atores medianos. Vá ao cinema.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tarantino do meu coração


pra se fazer um filme é preciso mais que uma historia bem elaborada. é preciso mais que atores bons no elenco. é preciso mais que uma idéia brilhante. é preciso mais do que milhões investidos.
é preciso mais que equipamentos de última geração.

é preciso ousadia, bom gosto e alma.



por isso o novo filme do Tarantino "Bastardos Inglórios" é digno de apreciação. sem falar no humor brilhante que permeia toda a história. Só o Tarantino me faz assistir filmes sanguinários. Só ele.

ahh claro, ainda tem o Brad delicinha. Ai ai.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Mi Vida Sin Mi

Mi Vida Sin Mi. O nome me atraiu, "Minha Vida Sem Mim", o rosto da linda atriz canadense Sarah Polley me ajudou a querer entender, sentir, vivenciar aquela história. Olhar triste, e ao mesmo tempo de uma serenidade que não se explica. Peguei decidida na prateleira da locadora - após horas escolhendo- e fui ver. Vi sozinha. Amo ver filmes que não conheço sozinha. Volto milhares de vezes , sem ninguém pra me pentelhar nas partes mais emocionantes.
O filme é recheado de cliches, desses que fazem de qualquer filme, um "filme qualquer". Sim ele é repleto deles, também pudera.. está sendo contado a história de uma jovem de 23 anos, que já é mãe de duas crianças- lindas por sinal- e que está prestes à morrer por causa de um câncer. Dramático? Sim. Mas é um drama rico, brilhante, belo de se ver, com momentos incríveis. Logo no início me deparei com uma cena linda... Ann ( personagem da Sarah), acaba de saber que só tem dois meses de vida, ela resolve andar pela rua, aproveitar cada segundo. Finalmente se deu conta de que está viva e precisa, de fato, viver. Sente a chuva cair pelo seu corpo, não se importando com a frio que faz, porque assim a faz se sentir viva. Nesse primeiro momento já fui totalmente tomada pelo clima do filme.
O que você faria se soubesse que iria morrer daqui à dois meses? Difícil de responder né? A cena que o médico conta que ela tem pouco tempo de vida é uma das minhas prediletas. Poderia ser a cena mais brega do mundo, mas é encantadora, delicada e bastante suave. Leve. Sem dramas.
Ann decide guardar essa notícia só pra ela. E também decide correr atrás do tempo perdido. Prepara uma lista de coisas que deve fazer antes de morrer. As mais marcantes pra mim foram : - Fazer alguém se apaixonar por ela.
- Fazer amor com outro homem, só pra ver como é.
- Deixar recados gravados paras as filhas até os 18 anos delas.
- Arranjar uma nova mãe para as meninas, e uma mulher para o marido.
- Dizer sempre a verdade.

As cenas entre Ann (Sarah Polley) e Lee (Mark Ruffalo) são todas encantadoras. Ele é o cara que ela escolhe pra passar os ultimos meses, um relacionamento as escondidas, já que ela é casada. Mas essa traição acaba sendo perdoada - pelo menos eu perdôo. Caramba, ela vai morrer daqui a pouco, está procurando uma mulher pro seu marido, qual é problema dela ter uma nova experiência amorosa, já que vai morrer tão brevemente. Eu a defendo sim! rsrs
A cena que eles se conhecem é perfeita. Ele vela o sono dela. Não tem maior intimidade, na minha opinião, do que ver alguém dormir.. a pessoa está ali,parada, entregue, indefesa, e foi assim no filme.
"Lee: Vou comprar um café, você quer?
Ana: Não obrigada. ( daí ela se lembra de que tem que falar sempre a verdade) Sim, com leite, por favor!"
Ele volta, ela está num sono profundo, ele a observa de uma distância considerável, com o passar do tempo, ele vai se aproximando dela, acaba a cena ele está pertinho dela, cutucando umas moedas pra tentar acorda-la. Essa cena é magnífica.
Quando eu pego um filme pra ver, gosto de me surpreender com a escolha.. nunca tinha ouvido falar desse filme, e peguei.. agora ele é um dos meus filmes prediletos. Essa obra incrível é da diretora espanhola Isabel Coixet. A produção é assinada pelo Almodóvar.
Enquanto assistia eu me identificava totalmente com a Ann, o filme é de uma sensibilidade, de uma intensidade que me deixou extasiada ,paralisada.. assisti o filme inteiro sem cair uma lágrima se quer. No momento em que os créditos começaram a subir paralelamente à música, eu me debulhei em lágrimas.. foi uma mistura incrível de sensações. Não sabia se era tristeza, alegria, paixão, vazio, uma sensação estranha e gostosa ao mesmo tempo. Sentimento sem nome. Continuava a chorar. Voltei na cena em que ela grava as mensagens pras filhas, pra chora mais um pouquinho. Voltei na cena que ela se despede do Lee e chorei mais.. voltei pra cena que ela recebe a notícia do médico.. chorei junto com ela, e voltei pro início da chuva(choro) e vi novamente o final. O final é magnífico.. ela gravou uma fita de despedida pro marido e pro Lee.. Chorei mais um bocadão. Aí está uma parte do texto final. ( Enquanto esse texto vai sendo dito aparecem cenas do marido, com a nova mulher e as filhas):

Ann off: Você reza pra que essa seja a sua vida sem você. Reza pra que as meninas amem essa mulher que tem o mesmo nome que você. E que mal se lembrem da sua mãe que dormia de dia e fazia passeios de jangadas com elas na cama. Você reza para que tenham momentos de felicidades tão intensa que façam todos os problemas deles parecerem insignificantes. Você não sabe pra quem está rezando, mas reza. Você nem se quer lamenta a vida que não vai ter.. porque você já estará morta, e os mortos não sentem nada, e nem lamentam.

Assistam o filme e depois voltem aqui pra ler. ok?